A procissão começou em São Salvador, sede da
Custódia da Terra Santa, em Jerusalém, sob a guia do
vigário da custódia, Frei Artémio Vítores.
Os franciscanos chegam até a comunidade de fiéis em
Santa Ana. Chegando até a Basílica de Santa Ana, lugar
tradicionalmente venerado como a casa de Ana e Joaquim, pais da Virgem
Maria, o grupo é consideravelmente reforçado pelo grande
número de participantes. Os numerosos fiéis vêem
para celebrar a Natividade de Maria!
Aqui se falam dez línguas, ou talvez até um número
mais elevado ainda. Ao italiano dos franciscanos se juntaram também
o francês, o árabe, o espanhol, o alemão, o português,
o grego, o russo e o latim.
Sua excelência Alain Rémy, Cônsul Geral da França,
chega e assume o seu lugar que já estava reservado, a fim de
participar da Solene Missa. Antes de iniciá-la, os celebrantes
descem até a gruta para incensar o ícone da Natividade.
Quando a celebração, saindo da gruta concentra-se no
presbitério, cria-se num instante um grande silêncio.
A celebração fica sob a presidência do secretário
da Custódia Frei Stéphane Milovitch. No entanto, o silêncio
não é absoluto devido aos peregrinos que entram e saem
da basílica durante toda a celebração, embora
isso não seja nenhum empecilho para que os fiéis continuem
concentrados na oração e no canto.
Ainda sem terminar o canto final, os fiéis descem da Basílica
até a gruta para venerar o lugar e o ícone do nascimento
da Virgem Maria. Em seguida os fiéis se reencontram no “Jardim
dos Padres Brancos” e se explica tudo aquilo que não
foi possível de ser elucidado antes da missa. Os fiéis
buscam uma língua comum, pois aqui se mesclam diversos idiomas.
Assim, durante essa bela celebração, é possível,
ao menos por um instante, rezar e falar com uma só voz, e as
divisões que existem neste país parecem quase esquecidas.
Por um instante somente.