Finalmente no mês de novembro conclui-se o restaura da Capela
de Santa Helena, nas adjacências do complexo da Basílica
da Natividade. A capela, que é desconhecida pela maior parte
de peregrinos e visitantes, foi construída na base da torre,
acrescentada pelos cruzados na fachada da basílica, da época
bizantina. Tal capela é a única existente entre as construções
da Terra Santa daquela época, ilesa até o final de século
XII.
Assim como as paredes e colunas da Basílica, decoradas com
mosaicos e pinturas ad incausto, também a capela de Santa Helena
foi pintada em afrescos, aos quais permanecem em nossos dias apenas
alguns partes. Em 1948, por ocasião do restauro do claustro
cruzado do mosteiro dos Agostinianos, que desde 1347 foi convento
dos Frades Menores da Custódia da Terra Santa, o arquiteto
Antônio Barluzzi e Padre Bellarmino Bagatti deram seqüência
aos trabalhos. Enquanto arqueólogos consultores, decidiram
restaurar também as pinturas da capela de Santa Helena [...].
Assim, se pode novamente ver sobre a parede a grande cela da Deisis,
com Jesus Cristo entre a Virgem Maria e São João Batista,
sentado no trono, abençoando com a mão direita e com
o Evangelho na mão esquerda. Na superfície inferior
do arco, sobre Cristo, a cena da Etimasia com o trono preparado para
o juízo, com o Evangelho e a Cruz entre dois pares de de Santos
em pé. Um santo com a mão levantada está abençoando,
na parte alta, seguido da parte oriental do arco sul, pela Virgem
no trono o Menino entre os dois santos [...].
A decisão de Frei Justo Artaraz, guardião do convento
da Natividade, de estender a maior expansão da capela para
permitir a participação de um normal grupo de peregrinos
à Eucaristia celebrada na Basílica, quando os demais
espaços estão ocupados, serviu de ocasião para
um segundo restauro das pinturas, que através de uma intervenção
arquitetônica, respeitando-se a estrutura existente, deu um
novo respiro litúrgico à capela.
A intervenção nas pinturas foi possibilitada pelos
peritos do Instituto Vêneto dos Bens Culturais, dirigido por
Renzo Ravagnan. As pinturas foram limpas através de um rebaixamento
ou de remoção do gesso precedente e, nos casos extremos,
também com a retirada de algumas pinturas refeitas em modo
arbitrário [...].
As melhorias a favor dos peregrinos torna-se um sinal de esperança
para que se criem condições favoráveis para o
restauro integral, para que se dê à Basílica da
Natividade a sua verdadeira dignidade, hoje um tanto mortificada pelo
seu descuido.